Tramando ruas
chama-nos vazia
a casa.
Paredes ganham
tijolos,
Janelas se fecham
em abraços.
E do reboco
dos ossos
brotam novas
cerâmicas
e porcelanato.
E felizes dormem
grandes animais
de camurça e árvores
enceradas,
frutificam fortes
pés de almofadas.
Tapetes se fazem
estepes, e poltronas
-ilhas afastadas-.
Mas ainda assim
o que se faz presente
é a sua falta.
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