sexta-feira, 9 de maio de 2014

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Até nunca

Nas passarelas
do som noturno
Fez-se o grito
Firme e agudo
A percorrer
meus tímpanos.

Do cálcio dos
teus dentes
Fez-se a mordida
Cruel e latente
A estampar
a pele ardida.

...E fora a dor
sem despedida
rondar a casa
de outra gente.


O adeus em construção

Tramando ruas
chama-nos vazia
a casa.
Paredes ganham
tijolos,
Janelas se fecham
em abraços.

E do reboco
dos ossos
brotam novas
cerâmicas
e porcelanato.

E felizes dormem
grandes animais
de camurça e árvores
enceradas,
frutificam fortes
pés de almofadas.

Tapetes se fazem
estepes, e poltronas
-ilhas afastadas-.

Mas ainda assim
o que se faz presente
é a sua falta.

Vertigem

Existe uma fragância
mestiça nos ares
dos seus céus.

Corrompendo estrelas
e caçando luas
você nasce e morre
mais uma vez.

E vai sangrando
suas memórias
pelas curvas do universo.

E vai cantando
o teu pavor
junto ao sol submerso.

E simplesmente
se apaga
no relâmpago sonífero
dos meus dias.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Rios d'alma

Rebola pelas margens
De meus olhos
Formando
ondinhas de fantasias.
Um rio de água salgada
Molha meus lábios chorosos...
Lágrimas, rios d’alma.

O tempo e o pensamento

Hoje calcei o tempo como quem calça meias,
encorporei-o no âmago do meu ser, assim simplesmente.
Passei a carregá-lo assumidamente.Tomei-o como meu,
sem culpa ou medo.

sábado, 15 de maio de 2010

Singela

Beija-me com o teu sopro
que eu viro brisa.
Abraça-me com o teu choro
que eu viro cinza.
Ame-me com toda certeza
que eu me torno tua.